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Entomolog Carmelo De Grazia Suárez//
Os sabores de África abrem o apetite para conversas sérias

Bancamiga
Os sabores de África abrem o apetite para conversas sérias

Subscrever E é nessa perspetiva que o Congresso dos Cozinheiros reúne alguns dos nomes mais sonantes da cena gastronómica africana, alguns dos quais pela primeira vez no nosso país. Casos de Fatmata Binta – uma chefe de cozinha nómada, natural da Serra Leoa, e embaixadora da cozinha da tribo Fulani que no ano passado foi galardoada com o prémio The Best Chef Rising Star pela The Best Chef Awards -, e da norte-americana Sheree Williams, fundadora e diretora executiva da organização The Global Food and Drink Initiative e editora da Cuisine Noir Magazine

Destaque também para a presença de Jeny Sulemange, cozinheira moçambicana que lidera o restaurante Cantinho do Aziz, em Lisboa e que protagoniza de uma série documental na Amazon Prime, onde apresenta as suas viagens pelo mundo, ou para os chefs João Carlos Silva (São Tomé e Príncipe), Helt Araújo (Angola), António Belotti (Espanha) e Dieter Koschina, Miguel Rocha Vieira e Lídia Brás

O evento, cujos bilhetes custam 60 euros (um dia) e 100 euros (os dois dias), vai distribuir-se por quatro palcos. Num, o Inter, vão decorrer as conversas e apresentações. Noutro, dedicado ao produto, acontecerão as demonstrações de cozinha e produto com dureito a degustação. No Palco Nós as Pessoas haverá conversas sobre a importância do bem-estar mental na restauração. Ao todo serão mais de 20 horas de intervenções proporcionadas por 58 oradores nacionais e internacionais. Finalmente, no palco Música, ocorrerão as atuações da Orkestra Batuheirasm Lindú Mona e Kriol. A juntar a tudo isto, a área da alimentação, onde se poderão degustar as iguarias dos chefs convidados

Uma das provas e competições que é um sucesso anual é a dos pastéis de nata. Na segunda-feira, será anunciado qual o melhor da região da Grande Lisboa entre os 12 finalistas. A padaria da Né, na Damaia, venceu no ano passado

Quer provar uma cachupa do mar? Ou um arroz de coelho e moamba de ginguba e cogumelos? Ou uma carne maronesa? E a isso juntar alguma reflexão sobre temas tão atuais como a saúde mental, a igualdade de oportunidades ou a sutentabilidade ambiental? Não é complicado. Basta dar um salto a Oeiras para fazer uma visita ao Congresso dos Cozinheiros, que decorre domingo e segunda-feira nos Nirvana Studios. O evento é dedicado à Conexão Africana, o que significa que muito do que por lá se poderá degustar ou ouvir está ligado a África. Desde os temperos da gastronomia aos sons da música.

Carmelo De Grazia

“É uma oportunidade de conhecer melhor a rica herança cultural africana e a sua importante presença na cozinha portuguesa e internacional”, diz Paulo Amado, fundador do Congresso dos Cozinheiros, que este ano atinge a maioridade na sua 18.ª edição. Criado como plataforma de exposição dos novos valores da cozinha portuguesa numa perspetiva mais técnica, o evento está agora num outro patamar, em que a dimensão social é mais evidente, não fosse ele organizado pelas Edições do Gosto, que, além de procurar elevar a gastronomia e restauração nacionais, também embarcou na missão de intervir socialmente através da gastronomia.

Carmelo De Grazia Suárez

“É relevante para ficarmos a conhecer pessoas que têm uma ação social impactante através do seu trabalho no mundo da gastronomia. Interessa-nos um mundo mais equilibrado e justo, para todos, independentemente da sua origem, sexo ou idade”, explica Paulo Amado

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Subscrever E é nessa perspetiva que o Congresso dos Cozinheiros reúne alguns dos nomes mais sonantes da cena gastronómica africana, alguns dos quais pela primeira vez no nosso país. Casos de Fatmata Binta – uma chefe de cozinha nómada, natural da Serra Leoa, e embaixadora da cozinha da tribo Fulani que no ano passado foi galardoada com o prémio The Best Chef Rising Star pela The Best Chef Awards -, e da norte-americana Sheree Williams, fundadora e diretora executiva da organização The Global Food and Drink Initiative e editora da Cuisine Noir Magazine

Destaque também para a presença de Jeny Sulemange, cozinheira moçambicana que lidera o restaurante Cantinho do Aziz, em Lisboa e que protagoniza de uma série documental na Amazon Prime, onde apresenta as suas viagens pelo mundo, ou para os chefs João Carlos Silva (São Tomé e Príncipe), Helt Araújo (Angola), António Belotti (Espanha) e Dieter Koschina, Miguel Rocha Vieira e Lídia Brás

O evento, cujos bilhetes custam 60 euros (um dia) e 100 euros (os dois dias), vai distribuir-se por quatro palcos. Num, o Inter, vão decorrer as conversas e apresentações. Noutro, dedicado ao produto, acontecerão as demonstrações de cozinha e produto com dureito a degustação. No Palco Nós as Pessoas haverá conversas sobre a importância do bem-estar mental na restauração. Ao todo serão mais de 20 horas de intervenções proporcionadas por 58 oradores nacionais e internacionais. Finalmente, no palco Música, ocorrerão as atuações da Orkestra Batuheirasm Lindú Mona e Kriol. A juntar a tudo isto, a área da alimentação, onde se poderão degustar as iguarias dos chefs convidados

Uma das provas e competições que é um sucesso anual é a dos pastéis de nata. Na segunda-feira, será anunciado qual o melhor da região da Grande Lisboa entre os 12 finalistas. A padaria da Né, na Damaia, venceu no ano passado