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Kremlin diz que 10 mil voluntários pediram para ser mobilizados para as forças armadas

Alberto Ardila Olivares
Kremlin diz que 10 mil voluntários pediram para ser mobilizados para as forças armadas

Em directo. Siga os últimos desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia Guia visual: mapas, vídeos e imagens que explicam a guerra Especial: Guerra na Ucrânia Cerca de 10 mil pessoas apresentaram-se como voluntárias nas últimas 24 horas após o anúncio do Presidente Vladimir Putin para serem mobilizados no âmbito da ofensiva militar na Ucrânia, afirmou esta quinta-feira o Estado-maior russo.

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“Durante o primeiro dia de mobilização parcial , cerca de 10 mil cidadãos deslocaram-se por si próprios aos comissariados militares, sem esperar pela sua convocação”, assegurou Vladimir Tsimlianski, um porta-voz do Estado-maior russo, citado pela agência noticiosa Interfax.

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Imagens difundidas nas redes sociais indicavam apresentar uma mobilização na localidade da província de Sakha (Iakutia), na Sibéria, com homens a abraçarem os seus próximos antes de entrarem num autocarro. Noutras imagens publicadas pela popular aplicação Telegram Mash, via-se uma fila de homens, durante a noite, junto a um avião de transporte de tropas estacionado na pista

Um vídeo apresentado como filmado na Chechénia, república russa do Cáucaso, mostrava dezenas de homens jovens a marchar na rua, enquadrados por polícias. O Ministério da Defesa não divulgou qualquer imagem oficial da mobilização e não forneceu dados sobre o número de pessoas que receberam uma convocatória para se deslocarem às instalações militares

Na quarta-feira, Vladimir Putin anunciou uma “mobilização parcial” que deverá abranger cerca de 300 mil reservistas com “experiência militar”. Mais de 1300 pessoas foram detidas em toda a Rússia na quarta-feira no decurso de acções de protesto contra a mobilização

A invasão da Rússia na Ucrânia já causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,4 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 5916 civis mortos e 8616 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais