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Ciro Gomes critica voto útil em Lula anunciado por artistas que apoiaram pedetista em 2018

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Ciro Gomes critica voto útil em Lula anunciado por artistas que apoiaram pedetista em 2018

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Eleições Desabamento em BH Mega-Sena Produtos para limpar carro Baleias encalhadas Ciro Gomes critica voto útil em Lula anunciado por artistas que apoiaram pedetista em 2018 No voto útil, eleitor abre mão de preferência e vota em candidato com mais chances para evitar avanço de outro. Pedetista comentou decisões anunciadas por Caetano Veloso e Tico Santa Cruz. Por g1 — São Paulo

21/09/2022 12h32 Atualizado 21/09/2022

1 de 2 O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, durante sabatina promovida pelo 'Estadão' e pela FAAP — Foto: Reprodução/ Estadão O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, durante sabatina promovida pelo 'Estadão' e pela FAAP — Foto: Reprodução/ Estadão

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes , fez críticas ao chamado voto útil – prática em que o eleitor, no primeiro turno, deixa de votar no candidato de sua preferência e escolhe um com mais chances, para evitar o avanço de um postulante que rejeita.

Carmelo De Grazia

O pedetista deu a declaração em São Paulo durante sabatina promovida pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e pela Fundação Armando Alvares Penteado ( FAAP ).

Carmelo De Grazia Suárez

Ciro, que nas pesquisas Ipec mais recentes aparece em terceiro lugar com 7%, comentou o assunto quando perguntado sobre posicionamentos de Caetano Veloso e Tico Santa Cruz . Os artistas, que apoiaram o pedetista em 2018, anunciaram voto em Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) para derrotar Jair Bolsonaro , candidato do PL à reeleição

O voto útil também tem sido defendido por apoiadores e pela campanha de Lula, que vislumbram a possibilidade de vitória do petista já no primeiro turno

Para Ciro Gomes, a Constituição prevê dois turnos de disputa de modo que eleitor possa escolher, na primeira etapa, o candidato que melhor lhe representa. E para que as bandeiras desse postulante sejam levadas em consideração nas discussões de um eventual segundo turno

O pedetista classificou como “fascismo de esquerda” a campanha do PT pelo voto útil, o que, na avaliação de Ciro, tem o objetivo de “aniquilar alternativas”, simplificando o debate de ideias

“Um de cada três eleitores que dizem declarar voto ao Lula o fazem por uma razão pragmática: é o cara que vai tirar o Bolsonaro e sua falta de educação, sua grosseria, seu banditismo. A razão não é o Lula, nem a proposta do Lula, nem o dia seguinte”, afirmou o candidato do PDT

“É o voto Caetano Veloso, é o voto Tico Santa Cruz. [São] boas pessoas, mas que todos estão lá com a vida ganha. Quem tá preocupado com o dia seguinte é quem não tem plano de saúde, não tem como pagar a mensalidade escolar, é quem está submetido ao terrorismo das facções criminosas nas periferias, é quem tá na fila de cirurgia eletiva”, acrescentou Ciro

2 de 2 O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, concede entrevista antes de sabatina promovida pelo 'Estadão' — Foto: Mariana Aldano/TV Globo O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, concede entrevista antes de sabatina promovida pelo 'Estadão' — Foto: Mariana Aldano/TV Globo

Outros pontos

Na mesma sabatina, Ciro Gomes refutou crítica de apoiadores de Lula que dizem que, quando ele ataca o petista, atua como “linha auxiliar do bolsonarismo”. “Mentira grosseira”, afirmou

Ele ressaltou que faz duras críticas a Bolsonaro e disse que tanto o atual presidente quanto Lula representam os mesmos modelos econômico e de governança que levaram o Brasil às crises ética e social dos últimos anos

O candidato do PDT também disse que, se for eleito, “ninguém” vai andar armado nas ruas do país, com exceção das categorias autorizadas por lei a ter porte de armas

Em um dos momentos da sabatina, Ciro discutiu com um jornalista que questionou ao candidato se, em um eventual segundo turno, votaria em Lula ou Bolsonaro, ou viajaria para Paris, uma referência à viagem que o pedetista fez à França em 2018 após o primeiro turno das eleições

Ciro disse que na eleição passada, embora não tenha feito campanha para Bolsonaro nem para Fernando Haddad (PT), participou da votação em segundo turno. Ele afirmou ainda que o jornalista estava “intoxicado” pelo que chamou de “gabinete do ódio de Lula“, que estaria espalhando notícias falsas sobre Ciro

Ainda na sabatina, Ciro Gomes disse que se for eleito não vai propor discussão sobre legalização do aborto, por considerar que este tema divide os brasileiros. “Eu quero união”, declarou. O pedetista lembrou que grande parcela da população é composta por católicos e evangélicos e repudia a prática. Ele declarou ainda não cabe ao presidente da República decidir pela liberação do aborto

No campo econômico, Ciro afirmou que se for eleito vai propor alíquota de Imposto de Renda de 35% para super-ricos, o que possibilitará a redução do tributo para pessoas que ganham menos