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Governo Trump obrigou Apple a entregar dados de congressistas democratas

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Contra a pena de morte e o extremismo interno: Saiba o que pensa o secretário de Justiça de Biden

Nesta sexta-feira, o inspetor-geral do departamento, Michael Horowitz, anunciou um inquérito sobre a obtenção dos dados dos congressistas e seus assessores, além de deixar em aberto a possibilidade de uma investigação semelhante sobre as ações contra os jornalistas do Washington Post, CNN e New York Times.

Essa revisão examinará a observância por parte do departamento com as políticas e procedimentos aplicáveis, e se o seu uso, ou as próprias investigações, foram baseadas em considerações impróprias”, escreveu Horowitz, em comunicado. Mais cedo, a vice-procuradora-geral, Lisa Monaco, também mencionou o caso de maneira crítica

WASHINGTON — O Departamento de Justiça e congressistas dos EUA anunciaram o início de investigações sobre  as denúncias de que o governo do ex-presidente Donald Trump (2017-2021) pediu à gigante da tecnologia Apple os dados privados de deputados, assessores e seus parentes, em uma ação para descobrir a origem do vazamento de informações confidenciais à imprensa.

Segundo o New York Times, que publicou a informação na quinta-feira, o então secretário de Justiça, Jeff Sessions, obrigou, através de ordens judiciais, a Apple a fornecer informações privadas dos deputados Adam Schiff e Eric Swalwell, ambos democratas e integrantes da Comissão de Inteligência — além deles, assessores da comissão, além de seus parentes, também tiveram os dados compartilhados com o Departamento de Justiça a partir de 2017. Os dois foram protagonistas do primeiro julgamento de impeachment contra Donald Trump, em 2019 .

Todos os envolvidos confirmaram terem sido informados, mas só recentemente, sobre o compartilhamento dos dados. Sessions, como conta o New York, queria descobrir a origem dos vazamentos de informações relacionadas aos laços entre Trump e a Rússia, em meio às denúncias de interferência de Moscou na eleição de 2016.

Espero que cada promotor envolvido neste caso seja expulso do departamento — afirmou Swalwell, em entrevista nesta sexta. — Isso cruza a linha do que nós fazemos neste país.

O governo Trump em imagens O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fotografado durante uma mesa redonda com mulheres donas de pequenas empresas na Casa Branca, em Washington, em março de 2017 Foto: JIM WATSON / AFP – 27/03/2017 O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, chega para a cerimônia de posse em frente ao Capitólio, em Washington, no dia 20 de janeiro de 2017 Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP – 20/01/2017 Trump faz seu juramento ao tomar posse como presidente dos EUA Foto: MARK RALSTON / AFP – 20/01/2017 Da esquerda para a direita, a primeira-dama Melania Trump, o presidente Donald Trump, o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama após a cerimônia transferência de cargo em Washington Foto: JIM WATSON / AFP – 20/01/2017 Kellyanne Conway, conselheira do presidente Donald Trump, tira uma foto enquanto o ele e líderes de universidades e faculdades historicamente negras conversam no Salão Oval da Casa Branca, em fevereiro de 2017 Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP – 27/02/2017 Pular PUBLICIDADE Donald Trump visita o Muro das Lamentações, local mais sagrado onde os judeus podem orar, na Cidade Velha de Jerusalém, em maio de 2017 Foto: MANDEL NGAN / AFP – 22/05/2017 Trump, joga um rolo de papel toalha ao visitar a Capela da Cavalaria, em Guaynabo, Porto Rico, em outubro de 2017. Quase duas semanas depois que o furacão Maria atingiu o território dos Estados Unidos, muitas das ilhas continuavam sem comida e sem acesso para energia ou água potável Foto: MANDEL NGAN / AFP – 03/10/2017 O presidente Donald Trump, a primeira-dama, Melania Trump, o presidente da China, Xi Jinping, e sua esposa, Peng Liyuan, posam na Cidade Proibida, em Pequim, em novembro de 2017. Trump chegou à capital chinesa para a etapa crítica de sua turnê pela Ásia para criar uma frente global intransigente contra as ambições de armas nucleares da "ditadura cruel" na Coreia do Norte Foto: JIM WATSON / AFP – 08/11/2017 Estudantes da Marjory Stoneman Douglas High School reunidos durante o ato March for Our Lives Rally (Marcha pelas nossas vidas), em Washington, em março de 2018. Motivados pelo massacre emocorrido no colégio da Flórida, centenas de milhares de americanos tomaram as ruas de cidades dos EUA no maior protesto contra o controle de armas Foto: JIM WATSON / AFP – 24/03/2018 Trump acena ao se encontrar com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un no início de sua cúpula histórica EUACoreia do Norte, no Capella Hotel, na ilha de Sentosa, em Cingapura, em junho de 2018. Trump e Kim Jong-Un se tornaram os primeiros líderes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte a se reunir, apertar as mãos e negociar para encerrar um impasse nuclear de décadas Foto: SAUL LOEB / AFP – 12/06/2018 Pular PUBLICIDADE O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e Trump participam de uma reunião em Helsinque, em julho de 2018 Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP – 16/07/2018 Donald Trump visita a usina siderúrgica Granite City Works, da US Steel, em Granite City, Illinois Foto: SAUL LOEB / AFP – 26/07/2018 Mulheres protestam vestidas como personagens do romance que se tornou série de TV "The Handmaid's Tale" ("O Conto da Aia&#034😉 enquanto o indicado de Trump à Suprema Corte, Brett Kavanaugh, começa o primeiro dia de sua audiência de confirmação diante do Senado dos EUA, no Capitólio, em Washington, em setembro de 2018 Foto: JIM WATSON / AFP – 04/09/2018 José, 27 anos, com seu filho José Daniel, 6, é revistado pelo agente da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, Frank Pino, em maio de 2019, em El Paso, Texas. Pai e filho passaram um mês viajando pela Guatemala através do México. À época, cerca de 1.100 migrantes da América Central e de outros países tentavam cruzar para o setor de fronteira de El Paso a cada dia, refletindo uma das maiores crise de imigração da história Foto: PAUL RATJE / AFP – 16/05/2019 Um grupo de imigrantes centro-americanos escalam a cerca da fronteira entre o México e os Estados Unidos, perto do cruzamento da fronteira de El Chaparral, em Tijuana, estado de Baixa Califórnia, México, em novembro de 2018 Foto: PEDRO PARDO / AFP – 25/11/2018 Pular PUBLICIDADE Donald Trump caminha para o lado norte da Linha de Demarcação Militar que divide as Coréias do Norte e do Sul acompanhado do líder norte-coreano, Kim Jong-un. Trump foi o primeiro presidente americano a entrar na Coreia do Norte, em junho do ano passado Foto: KEVIN LAMARQUE / Reuters – 30/06/2019 O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante reunião, em Nova York, em setembro de 2019, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas Foto: SAUL LOEB / AFP – 25/09/2019 Donald Trump chega para um comício "Keep America Great" no Sudduth Coliseum, no Lake Charles Civic Center, em Lake Charles, Louisiana, em outubro de 2019 Foto: SAUL LOEB / AFP – 11/10/2019 O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, aplaude enquanto a presidente da Câmara e lider dos democratas, Nancy Pelosi, rasga uma cópia do discurso de Trump após a fala do presidente americano durante o tradicional discurso anual no Congresso, em Washington, em fevereiro de 2020 Foto: MANDEL NGAN / AFP – 04/02/2020 Trump mostra um jornal que exibe a manchete "Absolvido" quando chega para falar no 68º Café da Manhã de Oração Nacional, em fevereiro de 2020. O presidente disse que sofreu uma "terrível provação" durante seu impeachment Foto: NICHOLAS KAMM / AFP – 06/02/2020 Pular PUBLICIDADE Donald Trump fala após visitar os danos do tornado em Cookeville, Tennessee, em março de 2020. Pelo menos 24 morreram após os terríveis tornados que atingiram o estado Foto: JIM WATSON / AFP – 06/03/2020 Detalhe em fotografia mostra expressão “coronavírus” alterada para “vírus chinês” em notas para discurso para força-tarefa na Casa Branca; termo usado por Trump, que adotou discurso negacionista quanto à gravidade da pandemia Foto: Jabin Botsford / Agência O Globo – 19/03/2020 Corpos de vítimas da Covid são transferidos para um caminhão de refrigeração que serve como necrotério temporário no Hospital Wyckoff, no bairro do Brooklyn, Nova York, em abril de 2020 Foto: BRYAN R. SMITH / AFP – 06/04/2020 Alisha Narvaez, gerente de uma funerária, transporta um corpo no bairro de Harlem, na cidade de Nova York, em abril de 2020. Empresas do setor ficaram sobrecarregadas durante os meses de pico de mortes pelo coronavírus em Nova York Foto: JOHANNES EISELE / AFP – 24/04/2020 Manifestantes tentam entrar na Câmara de Michigan, em Lansing, após protesto contra o fechamento do comércio imposto pela governadora de Michigan, Gretchen Whitmer, para conter o avanço da Covid-19, em abril de 2020 Foto: JEFF KOWALSKY / AFP – 30/04/2020 Pular PUBLICIDADE Manifestantes protestam contra a morte de George Floyd fora da 3ª Delegacia de Polícia, em 27 de maio, em Minneapolis, Minnesota. A família de Floyd, morto pela polícia de Minneapolis enquanto estava algemado sob custódia, exigiu que os policiais fossem acusados de assassinato Foto: KEREM YUCEL / AFP – 27/05/2020 Um manifestante reage em frente a um prédio em chamas durante uma manifestação em Minneapolis, Minnesota, em 29 de maio. Protestos antirracistas eclodiram pelos EUA após a morte de George Floyd. Movimento negro e contra a violência policial pautou a disputa eleitoral Foto: CHANDAN KHANNA / AFP – 29/05/2020 Policiais se ajoelham durante um protesto em Coral Gables, Flórida, em 30 de maio, em resposta à morte de George Floyd. Confrontos estouraram nas principais cidades, com manifestantes furiosos que ignoravam as advertências de Trump de que seu governo impediria protestos violentos sobre a brutalidade policial Foto: EVA MARIE UZCATEGUI / AFP – 30/05/2020 As pessoas levantam as mãos e gritam slogans enquanto protestam no memorial improvisado em homenagem a George Floyd, em 2 de junho Foto: CHANDAN KHANNA / AFP – 02/06/2020 Trump participa de cerimônia comemorativa da 200ª milha do muro de fronteira com o México, em San Luis, Arizona Foto: SAUL LOEB / AFP – 23/06/2020 Pular PUBLICIDADE Trump abre as comemorações pelo Dia da Independência dos EUA no Memorial Nacional do Monte Rushmore, em Keystone, Dakota do Sul, onde estão esculpidos os rostos de quatro de seus antecessores históricos: George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln Foto: SAUL LOEB / AFP – 03/07/2020 Donald Trump, desembarca do Força Aérea Um enquanto um raio corta o céu durante uma tempestade na Base Conjunta de Andrews, em Maryland Foto: SAUL LOEB / AFP – 28/08/2020 A primeira-dama dos EUA, Melania Trump, sorri para Donald Trump na conclusão do último dia da Convenção Nacional Republicana, no gramado sul da Casa Branca Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP – 27/08/2020 Donald Trump chega para um comício de campanha no Aeroporto Internacional de Pittsburgh, em Moon Township, Pensilvânia Foto: MANDEL NGAN / AFP 22/09/2020 Donald Trump durante comício de campanha no aeroporto Cecil, em Jacksonville, Flórida Foto: TOM BRENNER / REUTERS – 24/09/2020 Pular PUBLICIDADE Trump acena para apoiadores, ao fazer um passeio de carro no entorno do hospital onde está internado com Covid-19, em outubro de 2020 Foto: Alex Edelman / AFP – 04/10/2020 Donald Trump tira a máscara ao chegar à Casa Branca depois de retornar do Walter Reed Medical Center, onde se submeteu a tratamento para Covid-19, em Washington Foto: NICHOLAS KAMM / AFP – 05/10/2020 Trump fala à imprensa no Aeroporto Internacional General Mitchell, em Milwaukee, Wisconsin Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP – 02/11/2020 Apoiador de Donald Trump entra em confronto com um manifestante na praça Black Lives Matter, em frente à Casa Branca, no dia da eleição, em Washington Foto: OLIVIER DOULIERY / AFP – 03/11/2020 O presidente dos EUA, Donald Trump, fala a apoiadores do The Ellipse, próximo à Casa Branca, em 6 de janeiro de 2021, em Washington. Sem reconhecer a derrota nas urnas, Trump discursou para milhares de apoiadores, inflamando uma multidão a marchar para o Congresso, onde se realizaria a sessão de certificação da vitória de Joe Biden Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP – 06/01/2021 Pular PUBLICIDADE Multidão de apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, invade o Capitólio, em Washington, em 6 de janeiro de 2021. Episódio, classificado como ato de insurreição e um atentado contra a democracia, foi condenado por aliados, opositores e líderes mundiais Foto: LEAH MILLIS / REUTERS – 06/01/2021 Muito embora esse tipo de investigação sobre vazamentos seja comum no Departamento de Justiça, a vigilância sobre congressistas e seus assessores não é usual, e acendeu um alerta em Washington, dias depois da revelação de que dados privados de jornalistas também foram obtidos pelo governo Trump .

Contra a pena de morte e o extremismo interno: Saiba o que pensa o secretário de Justiça de Biden

Nesta sexta-feira, o inspetor-geral do departamento, Michael Horowitz, anunciou um inquérito sobre a obtenção dos dados dos congressistas e seus assessores, além de deixar em aberto a possibilidade de uma investigação semelhante sobre as ações contra os jornalistas do Washington Post, CNN e New York Times.

Essa revisão examinará a observância por parte do departamento com as políticas e procedimentos aplicáveis, e se o seu uso, ou as próprias investigações, foram baseadas em considerações impróprias”, escreveu Horowitz, em comunicado. Mais cedo, a vice-procuradora-geral, Lisa Monaco, também mencionou o caso de maneira crítica.

PUBLICIDADE ‘Aparelhamento da Justiça’ A denúncia também foi recebida com indignação no Congresso, onde os democratas do Senado anunciaram que vão investigar o caso por conta própria e pedir o depoimento de funcionários e ex-funcionários do departamento, incluindo do antigo secretário, William Barr.

Essa questão não deve ser partidária. O Congresso é um dos poderes do governo e deve ser protegido de um Executivo expansionista, e esperamos que nossos colegas republicanos se unam a nós para chegarmos ao fundo deste assunto sério — afirmaram os senadores democratas Chuck Schumer e Richard Durbin. Até o momento não houve resposta por parte da minoria republicana.

Medos, injúrias e postagens no Twitter: Um relato íntimo da Casa Branca sob Trump

Na Câmara, muito embora não haja uma movimentação para investigar o caso, as reações também foram negativas. A presidente da Casa, a democrata Nancy Pelosi, disse que se tratava de um caso “horroroso”, e o considerou um “outro ataque à nossa democracia por parte do ex-presidente”. No Twitter, Schiff, que preside a Comissão de Inteligência desde 2019, sugeriu que Trump usou o Departamento de Justiça para “perseguir seus inimigos”, citando a investigação sobre o vazamento, já encerrada de “exemplo do aparelhamento corrupto da Justiça” e de como ele “colocou nossa democracia em perigo”.

PUBLICIDADE A investigação a que se referia Schiff, mantida em segredo até alguma semanas, buscava encontrar a origem do vazamento à imprensa de uma série de dados e conversas sobre as relações entre Trump e a Rússia, mais tarde alvo de um inquérito mais amplo que levou uma série de aliados do ex-presidente à cadeia, mas não a um processo de impeachment .

Além dos deputados e assessores, jornalistas tiveram suas informações privadas em um esforço para identificar fontes, algo visto como inconstitucional por juristas. Mesmo com as invasões, os procuradores não chegaram a qualquer conclusão ou eventuais culpados, e o caso chegou a ser arquivado, antes de ser retomado por William Barr. Nenhum dos envolvidos se pronunciou sobre a denúncia do New York Times.

A Apple, que apenas recentemente informou aos investigados que suas informações estavam sendo compartilhadas com o Departamento de Justiça, após a emissão de intimações judiciais, garante que apenas alguns dados e informações de conta foram revelados, o que não inclui conversas, fotos e arquivos.

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