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Carrefour anuncia tratativas para acordo de R$ 120 milhões para evitar ações no caso João Alberto no RS

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Carrefour anuncia tratativas para acordo de R$ 120 milhões para evitar ações no caso João Alberto no RS Em 19 de novembro de 2020, João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi espancado até a morte por seguranças de uma unidade do supermercado em Porto Alegre. Seis pessoas respondem pelo crime na Justiça. Por G1 RS

10/06/2021 08h15 Atualizado 10/06/2021

Câmera de segurança mostra início da confusão antes do assassinato brutal de João Alberto

O Carrefour comunicou, na quarta-feira (9), que está avançando nas tratativas junto às autoridades públicas e associações civis para a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no valor de R$ 120 milhões, para evitar ações no caso do homem negro morto em uma unidade da rede , em Porto Alegre

Carrefour anuncia tratativas para acordo de R$ 120 milhões para evitar ações no caso João Alberto no RS Em 19 de novembro de 2020, João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi espancado até a morte por seguranças de uma unidade do supermercado em Porto Alegre. Seis pessoas respondem pelo crime na Justiça. Por G1 RS

10/06/2021 08h15 Atualizado 10/06/2021

Câmera de segurança mostra início da confusão antes do assassinato brutal de João Alberto

O Carrefour comunicou, na quarta-feira (9), que está avançando nas tratativas junto às autoridades públicas e associações civis para a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no valor de R$ 120 milhões, para evitar ações no caso do homem negro morto em uma unidade da rede , em Porto Alegre.

No dia 19 de novembro de 2020, João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi espancado até a morte por seguranças no Carrefour do bairro Passo D'Areia, na Zona Norte da Capital. Seis pessoas respondem pelo crime na Justiça ( veja abaixo ) .

“Com esse acordo, os compromissos já assumidos pela Companhia e envolvendo o montante de R$ 120 milhões (já majoritariamente provisionados pela Companhia), a serem desembolsados ao longo dos próximos anos, em relação ao evento ocorrido”, afirma o comunicado.

O Ministério Público informou ao G1 que o acordo ainda não foi assinado.

Em maio, o Carrefour anunciou a criação de uma cláusula antirracismo em contratos com fornecedores e prestadores de serviço. A empresa já havia encerrado a terceirização da segurança de seus estabelecimentos.

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O que sabemos sobre o caso João Alberto

Indenizações a familiares

No final de maio, a viúva de João Alberto aceitou a proposta de indenização feita pelo Carrefour. Segundo o advogado de Milena Borges Alves, o valor pago pelo hipermercado é superior a R$ 1 milhão.

A empresa pagou outras oito indenizações aos demais familiares, entre eles o pai, filhos e a enteada de João Alberto.

1 de 2 Milena Borges Alves, de 43 anos — Foto: Lauro Alves/Agência RBS Milena Borges Alves, de 43 anos — Foto: Lauro Alves/Agência RBS

Esfera criminal

Ao todo, seis pessoas respondem pelo crime na Justiça. São elas: Giovane Gaspar da Silva e Magno Braz Borges, seguranças que estão presos; Adriana Alves Dutra, fiscal do Carrefour; Kleiton Silva Santos e Rafael Rezende, funcionários do mercado; e Paulo Francisco da Silva, funcionário da empresa terceirizada de segurança que prestava serviços ao estabelecimento.

Giovane, que é ex-policial militar temporário, solicitou um habeas um corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) no final de maio. Em abril, a corte já havia negado pedido semelhante feito pela defesa do réu.

2 de 2 Montagem com imagens da agressão de João Alberto — Foto: Arte/G1 Montagem com imagens da agressão de João Alberto — Foto: Arte/G1

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