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Cargos de topo da UE. O que disseram os líderes europeus à entrada para a reunião decisiva

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Cargos de topo da UE. O que disseram os líderes europeus à entrada para a reunião decisiva

As negociações para decidir quem ocupa os cargos de topo da União Europeia (UE) recomeçaram esta terça-feira em Bruxelas. Pelo terceiro dia consecutivo, os líderes europeus tentarão chegar a acordo quanto aos nomes para as presidências da Comissão Europeia, do Conselho Europeu, do Parlamento Europeu e da política externa.

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Os 28 Estados-membros não conseguiram chegar a um entendimento na reunião de segunda-feira, o que levou à suspensão dos trabalhos. A divergência entre o Presidente francês, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel, continua a ser o principal entrave a um acordo, mas os países do leste europeu também se juntaram entretanto para baralhar as contas.

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O socialista holandês Frans Timmermans é atualmente o favorito para chefiar a Comissão mas não tem o apoio dos países do leste. Na calha para o lugar esteve já o alemão Manfred Weber, o candidato escolhido pelo Partido Popular Europeu, a maior aliança política no Parlamento Europeu. No entanto, Macron rejeita o sistema do Spitzenkandidat, ou seja, do candidato líder, um sistema que Merkel apoia e do qual não pretende abrir mão. Apesar disso, à chegada para o terceiro dia da maratona negocial, a chanceler alemã disse aos jornalistas: “Todos têm de perceber que precisam de mudar um bocado. Digo isso a todos. Assim haverá uma oportunidade de se chegar a acordo. E é nesse espírito que vou trabalhar – animada e determinada.”

Timmermans “é inaceitável para nós, seria uma catástrofe total”, diz PM checo Muitos governos querem um equilíbrio de género e regional para evitar que os cargos de topo acabem por ser ocupados por homens de países ocidentais.

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Neste momento, o compromisso em cima da mesa é designar Weber para a presidência do Parlamento e Timmermans para a Comissão. O socialista é entusiasticamente apoiado pelos governos francês e espanhol mas rejeitado pelos governos do leste.

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À chegada a Bruxelas, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou que iria “fazer uma proposta que poderia ser um sucesso com apoio suficiente”. “A nossa posição é a defesa do nosso Spitzenkandidat. Apoiamos Frans Timmermans como presidente da Comissão Europeia”, sublinhou

Mas o primeiro-ministro da República Checa, Andrej Babis, reiterou: “Não queremos Timmermans como presidente da Comissão Europeia por várias razões. É inaceitável para nós, seria uma catástrofe total.” Também os governos nacionalistas da Hungria e da Polónia são avessos ao nome do holandês devido ao seu papel nas investigações europeias sobre o Estado de Direito naqueles países

PM italiano ficaria “muito feliz em ter uma mulher como presidente da Comissão” As principais forças de bloqueio vêm agora do Grupo de Visegrado (Hungria, Polónia, República Checa e Eslováquia), a que se junta a Itália. O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, estaria disposto a apoiar Timmermans, mas o vice-primeiro-ministro, Matteo Salvini, é contra. À chegada para o terceiro dia, Conte disse que ficaria “muito feliz em ter uma mulher como presidente da Comissão”, privilegiando assim a búlgara Kristalina Georgieva, CEO do Banco Mundial

No final da reunião de segunda-feira, o primeiro-ministro português, António Costa, deixou várias críticas ao Grupo de Visegrado e à Itália. “Bom, eu acho que tudo correu mal e obviamente o resultado é muito frustrante”, começou por dizer, lamentando “a incapacidade do Conselho de tomar decisões e de construir soluções que tenham o apoio maioritário quer no Conselho, quer no Parlamento Europeu“. “Houve infelizmente algumas forças que se deixaram capturar por aqueles que querem dividir a Europa, a partir do Grupo de Visegrado ou de posições como a do senhor Salvini, e que, limitados por essas pressões, acabaram por ser incapazes de sustentar os acordos que foram sucessivamente sendo estabelecidos”

Costa fez uma apreciação idêntica à de Macron. “É claro que este fracasso e as divisões que evoquei, nalguns casos motivadas por ambições pessoais que não deveriam estar sobre a mesa, terão de ser resolvidas amanhã”, disse o Presidente francês, apontando para o encontro desta terça-feira